Zorobabel

Como ele não está envolvido com a construção do primeiro Templo de Salomão, Zorobabel não é encontrado no Ofício (Craft) ou Graus Simbólicos das Lojas Azuis, entretanto, em várias Ordens agregadas ele tem um papel importante. Sua primeira aparição nos graus relata sobre o retorno dos Judeus a Jerusalém partindo do cativeiro Babilônico e a história sobre a reconstrução do Segundo Templo, ambos os graus são encontrados na Maçonaria do Real Arco e no Rito Escocês da Maçonaria.

Reconstrução do Templo (ilustração de Gustave Doré de 1866)

Zorobabel, o Príncipe de Judah, é de acordo com a Bíblia o neto do Rei Joaquim (Jehoiachin, também conhecido como Jehoiakim ou Jeconiah) que deposto por Nabucodonosor (Nebuchadnezzar) que resultou no cativeiro dos judeus na Babilônia e eventualmente foi conquistado pelo Império Persa. Durante o Reinado do Rei Ciro, os Judeus foram autorizados, por decreto, a retornarem a Jerusalém e reconstruir a cidade e o Templo Santo. Muitos itens sagrados e vasos que foram tomados por Nabucodonosor foram devolvidos ao povo Judeu.

A jornada de volta para casa não foi um evento fácil, mesmo eles tendo um decreto real os permitindo retornar; os inimigos dos Judeus ainda os atacavam e atrapalhavam o seu progresso. Isso os fez chegar em Jerusalém depois de meses de longa marcha o que resultou na chegada em Jerusalém no dia 22 de Junho, ano 535 AC.

Uma vez descansados, os Judeus convocaram um Concílio que foi presidido pelo Rei Zorobabel (Zebubbabel), Josué (Jeshua) como Sumo Sacerdote, e Ageu (Hagar) como Escriba. Eles planejaram como dariam início à reconstrução do Templo e foi decidido que seria construído sobre as ruínas do Templo do Rei Salomão. Essa história marca o início para o Grau do Real Arco e como conduzido pelo grau, se aprende a necessidade de remover os destroços do Templo antigo antes de se montar a fundação do novo. Durante o processo de limpeza as descobertas são feitas.

Uma vez que o edifício se inicia, sua construção não flui normalmente. Os Samaritanos tentar se juntar à construção, mas são rejeitados. Em resposta a essa ação, eles com outros inimigos, começaram uma campanha de assassinatos e obstruções pois viam os Judeus como uma ameaça. Na Maçonaria nós simbolizamos esses construtores com a “Trolha e a Espada” visto que eles precisavam tanto estar prontos para a construção como estar prontos para se defender, como todos devemos estar para enfrentar as batalhas da vida.

Com a morte de Ciro, seu filho Cambises II (Cambyses), alimentado por propaganda de seus inimigos, ordenou que os trabalhos fossem suspensos e que não foram retomados até o segundo ano do reinado de Dario (Darius) que foi um jovem amigo de Zorobabel. Zorobabel partiu de Jerusalém para encontrar com Dario, mas foi preso como espião e levado para a Corte na Babilônia.

A história diz que, em um banquete, o rei Dario fez uma perguntar sobre o que era mais forte, se vinho, mulheres ou o Rei. Respostas foram dadas mostrando porque cada um era mais forte que os outros dois. Zorobabel fez uma declaração em defesa da Verdade como sendo a maior grandezas de todas as coisas e demonstrou tanta sabedoria que conquistou o rei Dario e ganhou seu apreço. Zorobabel conseguiu garantir outro decreto permitindo a continuação do Templo em Jerusalém. Depois de 20 anos desde o seu início, o Templo foi concluído e dedicado, embora Zorobabel não seja mencionado nos textos bíblicos como estando presente. Não é conhecido se ele morreu, mas se especula que foi executado pela Corte Persa, não existe fato concreto para dar apoio a essa ideia.

Dario I (550–486 BCE)

Muitos especulam sobre as origens do nome “Zorobabel”. Alguns dizem que pode ser uma contração de duas palavras Hebraicas ou Assírias que significam “uma semeada ou concebida na Babilônia”. Agora, questiona-se se Zorobabel é ou não a mesma pessoa com o nome babilônico “Sheshbazzar” identificado em Esdras 1:8 como o “Príncipe de Judá”. Alguns acreditam, porém, que Sheshbazzar era o tio de Zorobabel.

É interessante notar que, quando um capítulo dos Maçons do Real Arco é aberto, ele é dedicado a Zorobabel. Josué foi o Sumo Sacerdote na época de Zorobabel e o Presidente Oficial de um Capítulo dos Maçons do Real Arco é conhecido como Sumo Sacerdote para comemorar a lenda da reconstrução do Segundo Templo. Zorobabel é ilustrado no capítulo como o segundo em comando conhecido como o Rei, embora não haja evidências de que ele realmente tenha conquistado esse título, embora se diga que ele é da linhagem de Davi.

Zorobabel mostra o plano para Jerusalém pra Ciro

Zorobabel desempenha um papel no Grau do Real Arco, na Ilustre Ordem da Cruz Vermelha, na Ordem dos Cavaleiros Maçons e no 15º e 16º graus do Rito Escocês Antigo e Aceito. Zorobabel, como aquele ilustre Mártir da loja Simbólica, e uma figura que representa a Verdade e Fidelidade. Lembremo-nos das lições exemplificadas por esta figura lendária.

Autor não informado

Texto retirado e traduzido da Newsletter de Março de 2020 do General Grand Chapter of Royal Arch Masons International

Rodrigo de Oliveira Menezes

Rodrigo de Oliveira Menezes

M.'.M.'. da Loja Amizade, Trabalho e Justiça nº 36, Or.'. de Umuarama, filiado ao Grande Oriente do Paraná, exaltado ao Sagrado Arco Real pela GLPR e filiado a mais 5 corpos Superiores distintos (SC33PR, SGCMRA, SGCMCB, SCFRMB e GCKFRMB-PR).

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